PAGAN DAYS <$BlogRSDURL$>
Pagan Days: nova morada

sábado, fevereiro 28, 2004

Solicito pois que mudem os vossos links para http://www.pagandays.weblog.com.pt. Obrigado!!!!!!
Inauguração Para coisas anteriores à data de hoje, venham a esta morada. Para coisas a partir de hoje, visitem-me em http://www.pagandays.weblog.com.pt. Estou por lá à vossa espera. Pagan

Esquizo blog

Neste momento, coloco entradas nos meus dois blogs que tenderão a ser iguais. A linha editorial é a mesma, conto com o apontamento culinário do Boss aos domingos. Contudo, é um processo um bocado esquizo andar a fazer tudo em duplicado. Este novo clone (improved, however) parece-me mais interessante que o habitual Blogger. Para além do mais, não pertence à hegemonia americana e isso faz-me sentir bem. Peço desde já desculpa, por uma série de posts de teste (no Pagan Weblog), mas isso deve-se essencialmente a uma tentativa de começar a funcionar neste registo. ainda há uma série de problemas que tenho que resolver, daí preferir a vossa visita no velho pagan days, porque a casa nova ainda não está pronta e a ainda nem tenho o w.bloggar a funcionar bem para lá. Por enquanto ainda está tudo muito verde. De qualquer modo, a mudança de ares parece que irá ser positiva. A ver vamos. Os meus agradecimentos desde ao Paulo Querido, que aloja este blog.

// posted by Pagan@2/28/2004 07:48:00 da tarde

Time to Change

Andamos a preparar a mudança de blog...para outro server...e outro sistema
// posted by Pagan@2/28/2004 06:52:00 da tarde

Sondagens Referendo online

Amig@s, inquérito do Público sobre o aborto. Pergunta: O referendo sobre o aborto deve ser repetido antes de 2006? Sondagem sobre referendo também no Diário Digital O não está a ganhar mas a margem é curta...nos 2....

// posted by Pagan@2/28/2004 01:17:00 da manhã

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Reflectindo sobre público e privado

Público e privado são categorias de análise sobejamente usadas nas ciências sociais. Assim reza a história, que emergem no pensamento judaico-cristão e que se consubstanciam na estruturação capitalista dos espaços, separando a produção da reprodução, logo o público do privado. O feminismo denunciou esta estruturação do mundo salientando o seu carácter genderizado: privado=mulheres=reprodução=emoções=casa; público=homens=produção=razão=trabalho. Claro e como diz o Giddens, as fronteiras foram-se esbatendo através do século XX, com as tecnologias reprodutivas, com a democratização das relações, com a crescente emancipação das mulheres (particularmente ocidentais, mas que é ainda largamente um projecto inacabado)...apesar das permanências na mudança, que nos avisa Bourdieu. O feminismo colapsou esta divisão, afirmando o carácter político do privado...É que na definição dessas fronteiras entravam questões de poder e de exclusão. A arte, nomeadamente com Nan Goldin, começa a introduzir o debate logo a partir dos anos 70, mostrando o privado exposto. Mais tarde, Sophie Calle começa a representar a sua própria vida privada na sua obra, que passa a ser um misto entre ficções e realidades, entre a artista e a obra. Com a emergência da ainda tímida tolerância a gays e lésbicas, começa a surgir a ideia de se sair do armário. Que me parece revolucionária na recriação dessas novas fronteiras. É que a sexualidade é o privado absoluto. Quando alguém começa a dizer que vive e consequentemente tem sexo com alguém do mesmo sexo, acaba por trazer essa sexualidade para público, como forma de afirmação quer política, quer identitária. As fronteiras colapsam de todo, restando o íntimo, o domínio dos inconfessáveis prazeres, dos afectos e da conversa da cama. Contudo, os media nem esse privado admitiram e começam a colocar o olho do público dentro dos lençóis das pessoas. Big Brotherizou-se o íntimo e agora todos sabemos o que se passou na vida daquelas pessoas. Vampirizou-se o íntimo. Contudo a transformação independente (da publicação da intimidade) do privado em político, possibilitou denúncias por violência doméstica, que se tornou crime público e também possibilitou que gays e lésbicas saissem dos lençois e viessem para as ruas. Ou para os blogs. Gostei do olhar do Drocas sobre o meu privado e pela maneira velada como falou dele. É que o meu privado também é político. Beijos pagãos do vosso Pagan.

// posted by Pagan@2/27/2004 07:14:00 da tarde

Ficar juntos

No fundo, nunca se sabe se as pessoas ficam mesmo juntas! Quando penso em relações, minhas ou de amig@s minhas, chego sempre a esta conclusão. Já vi relações aparentemente destinadas a durar e a eternizarem-se, terminarem...puff como um castelo de cartas. Até já vivi essa situação duas vezes. E é complexo gerir essa incerteza, essa finitude. Mas é esse o esprit du temps e ainda bem! A relação deixou de ser um contrato formal, a cumprir, até às últimas consequências. Democratizou-se, como diria o Tony Giddens. A caracterização que Giddens (1996) faz da nossa época assenta no reconhecimento de que as relações entre homens e mulheres estão a democratizar-se, os estatutos associados a cada um dos grupos de sexo estão esbater-se, provocando uma maior probabilidade de existir no casal a possibilidade de negociação de relações sociais entre os dois, de igual para igual. A tomada de consciência por parte do homem de que dispõe de características emocionais que eram habitualmente mal geridas e a valorização social dessas características , conduz a uma crise na identidade masculina (Badinter, 1993). Essa crise levou a que os seres humanos tomassem uma posição menos sexista, conduzindo a uma maior desigualdade entre homens e mulheres. No plano da relação afectiva, com o emergir da relação "pura" ("uma relação de igualdade sexual e emocional" Giddens, 1996) dentro do casal verificou-se um reajustamento nas posições hierárquicas assumidas pelos grupos de sexo, no sentido de uma igualdade. Uma sexualidade liberta das necessidades de reprodução (a sexualidade plástica, no dizer de Giddens) dá ás mulheres o prazer sexual que lhe fora negado até há bem pouco tempo pela moral repressiva do modelo de amor romântico. As técnicas de contracepção e as novas tecnologias reprodutivas foram as responsáveis pela criação da "sexualidade plástica". Mas apesar desta democraticidade e igualdade, existe um dado que a nosso entender também está ligado à dupla pressão do universo simbólico comum e da divisão sexual do trabalho, um profundo abismo emocional entre homens e mulheres, fruto dos anos de tensão do controlo sexual das mulheres por parte dos homens. No declínio deste poder masculino, assiste-se assim a uma transformação na intimidade que vem a afectar toda a sociedade. Entramos na época da realização emocional. Neste espírito do tempo, como fica representação da relação entre 2 homens ou 2 mulheres? Como pensamos as relações não heterossexuais? Pistas? Espero comentários.

// posted by Pagan@2/27/2004 06:07:00 da tarde

PLUTO

Estava eu a passar pela net e lembrei-me...há quantos dias não visito o site da Björk? E de repente, pling, fui até lá. E que vejo? O magnífico vídeo que o Lynn Fox preparou para a última tour dela, que passou por Paris (no Palais OmniSports de Bercy) e pelo Meco. Onde a vi. E delirei, claro...Björk magnífica, com os matmos e a grande Zeena Parkins. Em Paris com a Peaches na 1ª parte. E em ambos um vídeo fabuloso (que eu e outras pessoas até pensámos ser feito pelo Matthew Barney)...mas não era. Era do Lynn Fox. No poderosissimo e eléctrico Pluto, em que habitualmente me passo e danço alucinadamente, apareciam as imagens fantásticas e impressionantes deste vídeo que é disponibilizado no site da Björk. Para amantes da música e da estética da senhora e pessoas que gostam. Por isso, Joaquim, estás isento da visita. Aos outros aconselho. Precisam do Quick Time para visualizar. Som no máximo e atenção às horas, porque é poderoso. E já agora, não partam a mobília...já parti coisas a dançar isto!!!!!!! Não entro em mais detalhes. Para além desse, os restantes FABULOSOS VÍDEOS no site do Lynn Fox. Esses são pequenos vídeos de curta duração, usados em pedacinhos de música, o mais completo é mesmo do Pluto, mas todos merecem a visita...A foto que vos deixo para abrir o apetite é do UNRAVEL... Now, excuse me but I just have to EXPLODE...
Imagem retirada de Lynn Fox
// posted by Pagan@2/27/2004 03:54:00 da manhã

Será que Portugal entra na Whore of Babylon?


// posted by Pagan@2/27/2004 01:30:00 da manhã

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Espécies infelizmente não extintas

Mais duas cartas no Público de hoje (obrigado Sara, pela informação via mailing list el gê bê tê). Uma delas, de Pedro Ferreira assume a posição de que este debate precisa de ser feito e que é importante discutir posições. Contudo evitando o tipo de preconceitos expressos no Público de terça-feira, numa das cartas ao director, em que se aproveita, para além da concordância com Villas Boas, para dizer coisas do género: Virou moda aceitarem-se (e até em alguns casos de forma legal) uniões homossexuais como algo de perfeitamente normal, produto de uma tendência cultural... Pois da minha cultura não é com certeza... ou flores do tipo: Pela minha parte assumo que o natural dentro do casal é a heterossexualidade, bem como a monogamia do ser humano quando assume compromisso sentimental com alguém, assim como a fidelidade conjugal. É óbvio que a corrente dos que pretendem impor a homossexualidade como algo de perfeitamente normal e aceitável está a ganhar peso, e para mim, como cidadão, marido e pai de filhos, não é por haver tribunais a decretar uniões de homossexuais que este tipo de comportamento se torna aceitável. (...) . Este senhor evidencia bem a extensão do seu preconceito, mas o que é curioso é pensarem que hoje em dia, é moda e tendência, não ser homofóbico. Daí posicionarem-se desde logo como uma minoria, o que lhes permite exibir que estão perante uma ameaça. Estes supostos contra-corrente, usam assim um discurso que os posiciona de forma ameaçada, como se o seu conservadorismo não batesse lá muito certo com o progresso e as ideias progressistas de um tempo que os ultrapassa. Ora isto é falso, ainda existem imens@s homofóbic@s, o que é evidenciado pelo silêncio incómodo da classe política sobre o assunto. Corroborando esta hipótese, que assente numa projecção de consenso que subestima a difusão de ideias do grupo, possibilita que o grupo surja como minoritário, temos mais uma carta do mesmo género, publicada no mesmo jornal que usa uma estratégia discursiva interessante: começa por considerar que ser homossexual é uma opção legítima e díficil (legitimação no discurso da democracia), mas nos paragráfos seguintes começa por evidenciar a sua homofobia: A este nível, alguma comunidade homossexual também não tem ajudado, pecando por uma ostentação infeliz, onde imperam manifestações e paradas públicas de péssimo gosto, a roçar o ordinário e o folclore obsceno. Além de pouco inteligentes, não ajudam nada à plena integração social. Ou seja, alguns já são ordinários e pouco inteligentes... Posteriormente afirma: Todavia, existe uma verdade que é inegável: o comportamento sexual normal não é o homossexual, por muito que nos queiram demonstrar o contrário. O comportamento sexual normal e natural desenvolve-se entre um homem e uma mulher, facto comum a toda a natureza. Como tal, os heterossexuais serão sempre a esmagadora maioria - porque de acordo com a lei natural que rege a vida no globo terrestre -, enquanto os homossexuais serão sempre uma minoria. Sempre assim foi e sempre assim será. O dogma, a biologização e a verdade inegável, sem qualquer evidência ou prova, a não ser a linguagem que usa. É verdade porque é verdade. Critica a classe política por não ter apoiado o bom do Villas-Boas e lança recados contra esta moda, este espírito do tempo. Enfim, mais uma vez, recorre ao tema do ir contra uma opinião dominante, reivindicando quase uma posição de minoria também. Ora, estes senhores pais de família, que se sentem ameaçados, podem descansar, ainda há imens@s homofóbic@s, mesmo uma maioria. O que é chato, é que há outros cidadãos que não são e se sentem mal com estes discursos. E começam a recusá-los. Mas como os senhores homofóbicos ainda há muitos. Infelizmente, não se tratam de espécies em vias de extinção...

// posted by Pagan@2/26/2004 09:23:00 da manhã

O país

Verdade seja dita. Ao menos nos Estados Unidos, é um ongoing debate...e aqui???????? Aqui é o país dos Villas-Boas, do Portas, do Bagão e seus sequazes, onde se ganham mais votos pelo silêncio em relação aos temas da cidadania do que por abordá-los. É o país em que as pessoas cinzentas têm garantidos lugares na Assembleia, onde a mediocridade é premiada, onde a pré-modernidade salazarenta ainda marca as posições políticas dos chefes, todos muito bem casados, com um ror de criancinhas à volta. É o país da Casa Pia, onde uma instituição se tornou numa espécie de bordel de menores, financiado pelo estado, aterrorizando as pessoas com as histórias macabras que de lá vieram. É o país onde as mulheres são levadas a tribunal, se ousarem dispôr de direitos que noutros países lhe estão consagrados e ainda por cima estão sujeitas a um nível absurdamente elevado de violência doméstica. É o país onde as culpas vão morrendo solteiras. É o país que acolheu os chefes das hordas guerreiras e de onde a guerra saiu, para satisfazer o ego do Georgie boy. É o país da bola, onde se constroem os estádios, que pagariam universidades, escolas, hospitais. É o país onde...temos bom clima, quando temos. E é essa a grande virtude nacional? Ok...faltam os Descobrimentos e a grande gesta marítima, orientada pelo ouro e pelos escravos...Mas que grandes contributos!

// posted by Pagan@2/26/2004 04:28:00 da manhã

Bush, o Gladiador

Depois do caso Schwarzenegger, esse Conan, o Bárbaro, à frente da Califórnia, é a vez do Bárbaro-Mor se pronunciar a favor da ilegalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo nos E.U.A. Esperemos que o resultado eleitoral do senhor seja consonante com as suas posições. Fora com a bárbara falcoaria...Eu neste momento, sinto pena pelo povo americano, de estar sujeito a tantas humilhações, começando por ter este bárbaro como presidente.
Retirada de http://political.humor.about.com
// posted by Pagan@2/26/2004 03:17:00 da manhã

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Leituras...

Ando a ler "Sexing the Body" de Anne Fausto-Sterling e "A room of one's own" da Virginia Woolf. A obra da Anne Fausto Sterling (bióloga) analisa o carácter socialmente construído da atribuição do sexo a recém nascidos em casos de intersexualidade, ou seja, situações em que não é clara a pertença a um determinado sexo. A obra abre com a história de Maria Patiño, desportista espanhola que viu a sua entrada nos Jogos Olímpicos posta em causa, porque lhe fizeram exames que demonstravam que ela biologicamente não era uma mulher. Ela é que ainda não sabia... Muito interessante. Quando terminar, faço um post mais completo. E a miss Virginia Woolf. Uma das minhas escritoras de referência, que aplica o seu olhar crítico disfarçado de ingenuidade ao lugar das mulheres da literatura, evidenciando as razões pelas quais não há um quarto que seja delas. A análise de Woolf é pertinente até aos dias de hoje. Woolf não enveredou pelo caminho diferencialista como algumas filósofas francesas, como Hélène Cixous ou Luce Irigaray, nem fala de uma écriture feminine diametralmente diferente. Virginia coloca perguntas, desmonta, analisa. Relembro também Vita Sackville West a quem Orlando, foi dedicado. E há até quem considere Orlando a mais longa carta de amor . Lucky Vita! Aliás recomenda-se para além de Virginia, a produção de todo o Bloomsbury Group, desde a ironia das biografias de Lytton Strachey, passando pelo próprio Keynes (sim, da Economia), pelo Maurice de E. M. Forster, as novelas "sáficas" de Vita, a pintura de Dora Carrington, para um olhar mais sobre um grupo de artistas que criticavam a bafienta e aparente sociedade victoriana, que uns anos antes tinha encarcerado Oscar Wilde. Todos amparados e recebidos por Lady Ottoline Morrell. O legado do Bloomsbury Group, é fundamental para se entender quer o paradigma victoriano inglês, onde pululavam criaturas como Cardeais, que os servos tratavam por Vossa Enormidade, imperialistas e moralistas das classes altas, que tapavam os pés dos pianos para que as meninas casadoiras não os associassem a falos e não se tivessem fantasias sexuais a observá-los, quer a resistência a este conservadorismo... Enfim, terreno ideal para este grupo desconstruir toda uma sociedade e ironizar sobre ela... Boas leituras!

// posted by Pagan@2/25/2004 06:30:00 da tarde

terça-feira, fevereiro 24, 2004

S. Sebastião

Umas notas aqui. Adiciono um link para Enciclopédia de cultura GLBT. Mais uma foto inspirada no S. Sebastião.
Fotografia de F Holland Day, 1907 tirada da Encyclopedia LGBT & Q
// posted by Pagan@2/24/2004 09:04:00 da tarde

Good old Seb...

(Antonio Bazzi, ditto il Sodoma (!?!?!), 1525) (Mishima como S. Sebastião) (Pierre et Gilles, Sébastien de la Mer, 1994) In http://www.delftboys.com/pre/fun/art6/sebslides.html Para quem gosta do Seb, que tal Iconography of Saint Sebastian
// posted by Pagan@2/24/2004 04:09:00 da tarde

Músicos

Caravaggio The Musicians 1595-96 Oil on canvas, 92 x 118,5 cm Metropolitan Museum of Art, New York (in http://www.kfki.hu/~arthp/html/c/caravagg/01/index.html)
// posted by Pagan@2/24/2004 03:23:00 da tarde

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Morte de Zeca Afonso há 17 anos

Para que se lembrem que a democracia não foi dada de mãos beijadas...e que para termos liberdade e igualdade foi preciso lutar... "Somos filhos da madrugada Pelas praias do mar nos vamos À procura de quem nos traga Verde oliva de flôr no ramo Navegamos de vaga em vaga Não soubemos de dor nem mágoa Pelas praias do mar nos vamos À procura da manhã clara" Zeca Afonso Á memória dele, o PaganDays junta-se aos sites ligados no dia Z, em memória dele e das lutas pela liberdade, para que não as venham pôr em causa.
// posted by Pagan@2/23/2004 05:17:00 da manhã

Cherne grelhado à Iraniana

Apontamento Culinário do Boss Soube com surpresa pela última edição do Telejornal da RTP, que o Iran Daily (diário iraniano em língua inglesa) deu honras de capa ao nosso primeiro-ministro na sua edição de Sábado passado! Na capa, no canto superior esquerdo, vemos a foto de Durão Barroso, e os dizeres: Portuguese Prime Minister Jose Manuel Durao Barroso said public deficit in 2003 was below eurozone limit - e pelos vistos eles acreditaram. Mas de acreditarem a dar-lhe destaque de primeira página vai alguma distância, tentemos então perceber.. Na página 11 do jornal podemos ler as seguintes palavras de Durão: In a country that is not used to setting targets and fulfilling them, this result greatly strengthens our credibility. - sim, sim, pois, pois.. e ler num jornal iraniano que o primeiro-ministro disse que o nosso país não está habituado a estabelecer prazos, nem a cumpri-los, isso então bem.. é excelente para o fortalecimento da nossa credibilidade. O que vale é que o artigo começa assim: LISBON, Potrugal, Feb. 21. Ok, é de Potrugal que eles estão a falar, não conheço o país, mas deve ser lá para os lado do Turquemenistão.. curioso a capital também tem um nome parecido com o da nossa, Lisbon, foi daqui que tiraram o nome para as virgens suícidas, agora percebo.. Mas a razão de tanto destaque às nossas misérias vem só depois: Portugal became the first eurozone nation to breach the terms of the pact, which is intended to underpin the euro(...) - agora sim, a nossa credibilidade atingiu o auge no Irão. Mas esta era a verdadeira razão: The EU has lately been roiled by the repeated failure of Germany and France, the two largest economies of the eurozone, to abide by the deficit limit. Mesmo assim só nos pode causar estranheza que num país tão grande como o Irão, com tantos terramotos e violações dos direitos humanos com que se preocupar, se tenham lembrado de mostrar que não é só lá que há maus governantes, usando como exemplo o nosso Potrugalito.. Bom já dizia o outro, falem mal ou bem, mas falem!

// posted by Boss@2/23/2004 02:47:00 da manhã

Pagan Days is proud to present...

BOSS, o nosso novo colaborador, que fará um apontamento culinário no Pagan Days. Semanalmente, Boss estará aqui pronto a satisfazer a nossa gula por pratos vários. Ele escreverá sem lápis azul, sem censura e estimulará os nossos paladares com viagens a um mundo de sabores e saberes desconhecidos. Boss é boss e fundador do Renas e Veados, o nosso blog engatado e virá aqui polinizar este vosso Pagan Days. Agradeço ao Boss, ter gentilmente aceite o convite. Os posts do boss estarão identificados pelo seu logotipo: o cervídeo.

// posted by Pagan@2/23/2004 12:48:00 da manhã

domingo, fevereiro 22, 2004

TVI, 20h33m de Domingo, à espera da Eucaristia Dominical

Tudo a postos? Está quase na hora da Eucaristia Dominical do Reverendo Sr. Prior Marcelo nessa instituição que é a TVI. Sempre quero ver como é que ele vai comentar as respostas do Santana Lopes. Espero que responda. Pela primeira vez, gostei de uma declaração do Santana Lopes: "A eucaristia dominical". Concordo em absoluto. Em relação a tudo o resto sobre o Santana Lopes, a minha posição é precisamente a mesma do Miguel Sousa Tavares. Acho uma piada este senhor querer candidatar-se a PR. Acabei de escrever isto e arrependi-me: liguei a TVI, e estava um senhor a desbragar-se a dizer que vai ter com uma prostituta que lhe cobra 30 euros. Recomendo à senhora em questão, que lhe cobre mais caro; tipo 600 euros.... Mas porque é que existe um telejornal, em que se ouvem expressões como "na falta de mulheres, cada um que se desenrasque" (vómitos); "precisam de mulheres que lhes aqueçam os pés" (isto dito pela jornalista); "38... apesar da idade avançada, ainda pensa casar"; "Engrácia tem 70 anos, falta de dentes, e mal ficou viúva, arranjou um homem de 46 anos" (DUHHHHHHHHH). Como é que se pode cair nestas lamas profundas? Agora, uma entrevistada diz que se recusa a ter mulheres com pinturas na sua casa, dado que ela nunca na vida pôs sequer um creme, nem nas mãos, nem na cara. São os grandes furos da TVI, as misérias do país. Com a Rainha do Telelixo (e refiro-me à jornalista Manuela Moura Guedes e não à Teresa Guilherme), com os big brothers, com a ficção nacional (tradução: telenovelas portuguesas chatas, de mau gosto e pejadas de betinhos, cheios de problemas com as namoradas e vice-versa), a equipa da TVI presenteia-nos com esta grande oferta. Enfim, cada vez mais me agonia este panorama televisivo. A Tv Cabo não é grande solução, em 50 e tal canais, são passíveis de atenção, uns 2 ou 3, e depende da programação. Restam vídeos e dvd's. Para nos salvar desta estupidificação... Uma hora depois...nada de interessante. Nem reagiu ao Santana Lopes...acabo de desistir destas crónicas dele...missas dominicais na TVI não são de todo o meu forte

// posted by Pagan@2/22/2004 08:47:00 da tarde

Os números da discriminação contra as mulheres em Portugal: de A a Z

(números disponíveis no site da Comissão para a Igualdade de Direitos das Mulheres) a) 26,9% de analfabetAs e 14,4 de analfabetOs // no Superior, 7,8% de estudantAs e 6,6% de estudantEs, em relação ao universo de tod@s @s portugueses b) 13% de mulheres no governo e 87% de homens c) 19, 6% de mulheres na Assembleia da República e 80,4% de homens d) 20% de Deputadas Europeias (portuguesas) e 80% de deputados europeus e) 5,2% de mulheres Presidentes de Câmara e 94,8% de homens f) Portugal é um dos países da UE com mais trabalhadorAs (83% das mulheres sem filhos e 72% das mulheres com filhos trabalham) g) Em termos de salários médios globais, os homens recebem mais 130, 36% que as mulheres. Nos quadros superiores, o rácio Salário das mulheres/salário dos homens é de 71,15. h) no ano 2000, 5% de desempregadAs e 3,2% de desempregadOs i) Cerca de 6 mulheres, em média, por semana, são vítimas de crime contra a vida, perpetrados por homem j) As mais elevadas taxas de pobreza referem-se a pessoas que se dedicam ao trabalho doméstico e à educação dos filhos (53,2% da incidência de pobreza) l) 11 765 queixas de violência doméstica em 2000 às forças policiais (Faltam as situações em que não surgiram queixas) m) 89% das famílias monoparentais estão sob responsabilidade de mulheres n) 39,5 % de mulheres a acederem ao grau de doutoramento em relação ao total de inscritos o) A taxa de feminização dos docentes é de 99,1% no ensino pré-primário p) 75,4% de professoras no Básico e Secundário q) 42% de professoras no Superior e Politécnico, donde 36,1% nas universidades r) Das doutoradas portuguesas, 53,4 % são Professoras Auxiliares s) Das doutoradas portuguesas, 32,6 são Professoras Associadas t) Das doutoradas portuguesas, 6,7% são Professoras Catedráticas (24% de catedráticos nos doutorados) u) 62,8% dos habilitados com grau de ensino superior, com menos de 35 anos, são Mulheres v) 32,1 % de mulheres nos quadros superiores de administração pública, dirigentes e quadros superiores de empresa x) 61,7% de mulheres nas profissões não qualificadas z) As mulheres portuguesas não podem abortar a seu pedido! (a alínea Z não consta dos dados da Comissão) E já agora, onde está a igualdade entre os sexos, que de acordo com o artigo 7º da Constituição da República é TAREFA FUNDAMENTAL DO ESTADO? Se calhar fui eu que li mal...

// posted by Pagan@2/22/2004 04:31:00 da tarde

Subject: Hoje Recebi Flores!

Hoje Recebi Flores! - Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele enviou flores hoje. - Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial. Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não é São Valentim ou nenhum outro dia especial. - Ontem à noite bateu-! me e ameaçou matar-me. Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que se apercebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era dia da mãe ou nenhum outro dia. - Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje. - Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me. Bateu-me até eu morrer. Se ao menos tivesse tido a coragem e a força para o deixar... Se tivesse pedido ajuda profissional... Hoje não teria recebido flores! Ajude-nos a descobrir o autor! Por uma vida sem violência Partilhem esta mensagem... para criar consciência. Não podemos deixar que continue. É uma realidade muito triste... Morrem 5 Mulheres por mês em Portugal vitimas de maus tratos! Mulheres lembrem-se, é vital ultrapassar o sentimento de culpa e DENUNCIAR. CORAGEM! Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
// posted by Pagan@2/22/2004 04:01:00 da tarde

sábado, fevereiro 21, 2004

Notícias da Bagãolandia

E que tal, para continuar na actualidade política, essa grande benesse que o Ministro do Trabalho deu às mulheres portuguesas? Aumentar a licença de maternidade (a de paternidade, ele nem quer saber) para mais mês, cortando contudo a comparticipação do Estado para 80% em vez dos 100% anteriores... mas que preocupação... O trabalho a tempo parcial também não me parece muito próximo de resolver o problema, porque a redução do tempo de trabalho provocará diminuições nos rendimentos familiares, já parcos, que tornam insustentável a situação financeira das famílias e ainda por cima são medidas pejadas de discriminação, porque dirigidas só a um grupo. Qualquer dia começam a propôr-se medidas de acção positiva para favorecer a entrada de homens na universidade, já que muitos não entram. O problema é que nem sequer concorrem, porque vendem a sua força de trabalho mais cedo que elas...mas isso nunca é discutido convenientemente. E que dizer dos Centros de Apoio à VIDA (a designação vida não me parece coincidência) que ele tem o afã de criar? A ideia que está por detrás dests centro e do apoio às mães (os pais não têm filhos também?) é sempre a mesma, uma maternidade funcional e fusional, em que o ser mãe se confunde com o ser mulher, com as obrigações de função que daí decorrem... Este senhor está mesmo preocupado, mas não é com as mulheres, de certeza. É com os filhinhos apenas...

// posted by Pagan@2/21/2004 06:12:00 da tarde

Os caceteiros perderam a vergonha

Depois de todo este barulho a propósito das inqualificáveis declarações do psycho homofóbico, chegou a altura de analisar o zeitgeist . o contexto que deu origem a que essas declarações fossem proferidas. De facto, creio que esta personagem nem se apercebeu da gravidada das suas afirmações. Vivemos neste momento um clima em que a direita mais reaccionária do espectro político parlamentar, conseguiu impôr a sua ditadura moral e católica. Esta ideologia é aceite por muita gente, apesar desta mesma ordem social começar a criar resistências. O grande problema ocorre quando se passa destas ideologias privadas para o plano da intervenção pública. Aceito que haja pessoas preconceituosas e homofóbicas. Tolero a sua existência, desde que não venham para a rua insultar as outras pessoas. É que os vícios privados não devem aparecer publicamente. Nem em discursos oficiais. Até acho que ele tem o direito de pensar como pensa, mas guarde os seus pensamentos anti-democráticos para si. O que se passa é que ao estarem no poder, os reaccionários querem impôr a sua ideologia aos outros, quando em democracia, tal não tem sentido. É necessário cumprir leis e seguir a constituição, coisa que esta ideologia parece não apreciar. Num dia, um (S. Bagão) vem dizer que segue a política da Doutrina Social da Igreja, num ESTADO LAICO (?!?), passado 2 dias, o Psycho homofóbico, vem dizer as "enormidades" que disse (cito a Ana Sá Lopes no Público). Eles até podiam pensar estas coisas em privado, mas como governantes não podem fazer estas declarações públicas. Porque são anti-democráticas, mas eles esquecem-se que estão em democracia e pensam que podem dizer tudo em público, o que pensam em privado. Daí a importância de retirar o grupelho do poder. Para que, pelo menos, mesmo que tenham a veleidade de pensar assim, não o emitam na esfera pública. É que não se tratam de opiniões, tratam-se de posições oficiais que lesam quer os direitos fundamentais dos cidadãos, quer legislação como o Tratado de Maastricht que Portugal assinou. Daí a sua gravidade em termos políticos.

// posted by Pagan@2/21/2004 05:54:00 da tarde

Moralismos?

Quando leio sobre posições contrárias à adopção de criança por parte de pessoas com orientação sexual não heterossexual, surpreendo-me sempre por um aspecto. O grande problema apontado parece ser sempre: Será que aquelas crianças vão ser homossexuais? Essa concepção já foi cientificamente desconstruída, como mostra inúmera informação disponível na blogayesfera (aqui, aqui e aqui ). Este problema, se existisse e a investigação mostra que tal não acontece de forma determinista, seria sempre um falso problema. Porquê? Porque se a homossexualidade não é patologia, é tão positivo e valorizável ser homossexual como ser heterossexual. Daí não ser problemática que a homossexualidade (e saliento o carácter hipotético desta afirmação, dado que a investigação a desconfirma) fosse transmitida (mais uma vez a velha ideia do contágio e da doença). Daí, evidenciar-se logicamente, o carácter de preconceito deste género de posição. Como é que as associações científicas ainda não se pronunciaram sobre este assunto? Estas associações têm obrigação de saber e conhecer a investigação e o estado da arte da disciplina (do site da American Psychological Association) Se optam por uma concepção moralista ou corporativista de silêncio, estão a cometer um erro científico e a induzir em moralismo uma disciplina que é científica!

// posted by Pagan@2/21/2004 02:25:00 da manhã

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Cocorico M. Poulet

Acabei de saber pelo Barnabé que o Jean Rouch morreu....:(((( Ficam para memória os filmes sobre uma África em transição, os migrantes e a maneira como jogava com as suas ficções etnográficas. O cinema, a antropologia visual, o cinema documental e a cultura em geral bem como as ciências sociais, perdem assim um grande nome. Apesar de haver quem continue inspirado por ele, como é o caso dos ateliers Varan: En 1978, à l'indépendance du Mozambique, le gouvernement demande à l'Ambassade de France de réaliser des films sur les transformations du pays. Au lieu d'envoyer des cinéastes, Jean Rouch propose que les Mozambicains filment eux-mêmes les évènements afin de témoigner de leur propre réalité. L'Association Varan est créée officiellement le 20 Janvier 1981. Le point de départ se situe un peu avant 1978, au Mozambique. A la demande des autorités de la jeune république indépendante, Jacques d'Arthuys, attaché culturel, sollicite plusieurs cinéastes pour venir rendre compte des nouvelles réalités du pays. Jean Rouch va proposer que ce travail soit l'œuvre des mozambicains eux mêmes. Et pour ce faire, propose de former des futurs cinéastes à travers une initiation à la réalisation de films documentaires. Cette première expérience va s'enrichir, se développer, puis se disperser dans le monde. (in www.ateliersvaran.com) Fica pois vivo o seu legado...Bravo, Monsieur Rouch...

// posted by Pagan@2/19/2004 07:55:00 da tarde

Efeitos Psicológicos de declarações públicas e a Ester

Venho publicamente imputar ao Luís Villas-Boas a responsabilidade por danos psicológicos causados à Blogayesfera. Temos pessoas que estão passadas, outras enraivecidas, outras ainda com pilhas de nervos...Ainda há quem se sinta indignado, outros ainda desiludidos...enfim uma panóplia de emoções negativas...Por culpa de quem? da homofóbica criatura. Eu fiquei com uma mega dor de cabeça e fiquei em casa, porque passei a tarde em FÚRIA...por culpa do homofóbico. Estas declarações baixam as defesas do sistema imunológico, porque provocam stress, e o stress tem um efeito moderador sobre o sistema imunitário, provocam rugas, chateiam, envelhecem. Por isso mandem as facturas da farmácia, do creme anti-rides, das aspirinas, dos anti-stress, and so on para o Villas Mallas, a toda a pressa. Precisamos de uma indemnização. Um dia, em que possa fazê-lo, em que seja a) legal e b) em que sinta que reúno as condições para isso, vou adoptar uma criança. E vai querer ser astronauta, cientista, física nuclear, o que ele/ela quiser. E pode vir a ser heterossexual ou homossexual ou bissexual ou panssexual. Mas tudo farei para que seja FELIZ e da minha parte, terá todas as condições para o ser. E será linda! Se lhe puder dar um nome, será Ester, se for menina e se fôr menino chamar-se (Adriano é um belo nome agora que penso nisso)... bem confesso, que imagino que será uma menina e ainda não pensei num nome para o menino (se for menino será amado da mesma forma). Mas imaginemos que é menina porque assim já tem nome. A Ester será o que ela quiser e será protegida, amada, mimada, beijada, querida...e não serão os preconceitos de gente como o Villas Boas que o irão impedir. Até porque não quero pessoas como ele por perto da Ester. Ela não tem que suportar o preconceito dos outros, nem os pensamentos dele em relação à felicidade dela. Porque a Ester será feliz e só não lhe darei as estrelas se não puder.

// posted by Pagan@2/19/2004 04:12:00 da tarde

DEMITAM-NO JÁ!!!!!!!!!!!

O Governo devia entender que a permanência deste senhor em qualquer cargo público, é um desrespeito pelos Direitos Humanos. Se num Estado de Direito, podemos desta maneira torpe, negligenciar os direitos dos outros e emitir declarações homofóbicas, para que serve um ESTADO DE DIREITO? ERA DEMITIDO DE TODOS OS CARGOS PÚBLICOS JÁ!!!!! E as associações científicas e profissionais de psicologia... FALEM! Não envergonhem mais a profissão, com esse silêncio!

// posted by Pagan@2/19/2004 01:27:00 da tarde

Homofóbico?

O HOMOFÓBICO Está praticamente todo dito sobre o psichoflic...Eu se fosse psicólogo, não me inscrevia nessa so-called Pró-Ordem something enquanto esse senhor lá estivesse. E acho que deveriam solicitar às associações científicas que reagissem. Ou então toda a gente desagradada com a falta de reacção devolvia o cartão. Como cidadãos, mails para toda a parte onde esse senhor tenha assento. Encher....muitos e de pessoas diferentes. É tempo de agir. Já!!!! Este homem é homofóbico!!!!! É favor denunciar a toda a gente. E diga que vem da parte da blogayesfera. Obrigado É o Senhor DR. LUIS VILLAS BOAS, Presidente da Comissão de Acompanhamento da lei da adopção, Director do Refúgio Aboim Ascenção em FARO, membro do conselho consultivo da organização pró-ordem dos psicólogos, membro da European Forum for Child Welfare, European Social Action Network. E é homofóbico. Devido a problemas técnicos, os comments antigos a este post ficam aqui
// posted by Pagan@2/19/2004 07:27:00 da manhã

Cocorico Monsieur Poulet?

Cocorico M. Poulet Acabei de saber pelo Barnabé que o Jean Rouch morreu....:(((( Ficam para memória os filmes sobre uma África em transição, os migrantes e a maneira como jogava com as suas ficções etnográficas. O cinema, a antropologia visual, o cinema documental e a cultura em geral bem como as ciências sociais, perdem assim um grande nome. Apesar de haver quem continue inspirado por ele, como é o caso dos ateliers Varan: En 1978, à l'indépendance du Mozambique, le gouvernement demande à l'Ambassade de France de réaliser des films sur les transformations du pays. Au lieu d'envoyer des cinéastes, Jean Rouch propose que les Mozambicains filment eux-mêmes les évènements afin de témoigner de leur propre réalité. L'Association Varan est créée officiellement le 20 Janvier 1981. Le point de départ se situe un peu avant 1978, au Mozambique. A la demande des autorités de la jeune république indépendante, Jacques d'Arthuys, attaché culturel, sollicite plusieurs cinéastes pour venir rendre compte des nouvelles réalités du pays. Jean Rouch va proposer que ce travail soit l'œuvre des mozambicains eux mêmes. Et pour ce faire, propose de former des futurs cinéastes à travers une initiation à la réalisation de films documentaires. Cette première expérience va s'enrichir, se développer, puis se disperser dans le monde. (in www.ateliersvaran.com) Fica pois vivo o seu legado...Bravo, Monsieur Rouch...
// posted by Pagan@2/19/2004 03:30:00 da manhã

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Debate sobre o aborto na Sic Notícias

Como sabem, este vosso Pagan Days é um ACÉRRIMO defensor da imediata descriminalização da interrupção voluntária da gravidez. E estava eu a assistir, agora na SIC Notícias, a uma notícia sobre o julgamento de Aveiro. Tive pena de não ter lá estado a manifestar-me, mas por motivos profissionais foi-me impossível lá ir. Gostei de ouvir as declarações do Miguel Portas (BE), da Odete Santos (PCP) e da Sónia Fertusinhos (do PS). Nesta ordem. Não me é possível esquecer a falta de coragem política de uma ala bem identificada do PS, os católicos progressistas, que inviabilizaram a lei que admitia o aborto a pedido da mulher, sem sequer precisar de referendo. Era contra referendar a lei naquela altura, até porque a lei já tinha sido aprovada. A negociata política e a influência desse grupelho nefando. Agora está a Ilda Figueiredo a zurzi-los, há pouco a Ana Gomes, que no seu estilo (Pagan é fã) também os zurziu. Um senhor jurista/magistrado (?) está a defender a lei actual, dizendo que isso foi apenas uma questão de uns casos e que mesmo, que não haja pena de prisão, que tal uma multazita? ou trabalho comunitário? Estes senhores, instalados nas suas poltronas, acham-se no direito de forçar estas mulheres a mais esta humilhação. E ainda chama por Deus. Falando de vítimas do aborto, as crianças. Este senhor fala do quê e de quem? Crianças que não nasceram? Creio que, e relembrando as minhas aulas de ciências da natureza, no Ciclo Preparatório, que ele fala de embriões. Como se podem chamar crianças a embriões? Só falta considerarem o espermatozóide e óvulo como crianças. Aí toda a sexualidade protegida é assassínio, como aliás já tinha postado aqui. Que vergonha. E dizem que não estão ali contra as mulheres, estão ali a favor das crianças. Como feminista, ser-me-ia díficil estar ali, com aqueles senhores, muito sérios, muito preocupados com os embriões, muito preocupados em manter as suas famílias numerosas, as suas vidas, as suas opções reaccionárias que tentam aplicar a tod@s, mesmo que esta implique a amputação da auto-determinação das pessoas. Nomeadamente das mulheres. Não basta já todo este esforço de luta contra o sexismo e a opressão patriarcal? Não chegam já séculos de dominação? E quando se chega a um ponto em que as sociedades ocidentais apresentam algumas mudanças, apesar das permanências na mudança (nomeadamente nas esferas mais altas), ainda surgem estes reaccionários a defender a expropriação do útero e a ilegalidade da auto-determinação? Para além disso, a lama argumentativa continua, a dar a entender que o aborto é um capricho, o que é rídiculo. Como se o aborto fosse algo prazeiroso, sem problemas, como uma limpeza de dentes ou uma mudança na cor do rimmel. Bem, felizmente que lá não estão. Acho que insultava a criatura. Cinicamente, o movimento anti-escolha fala do apoio à mulher grávida...mas só porque está grávida. Essas obras de caridades, pontos de apoio à vida, and so on, continuam a pedagogia da obrigação...não é pela mulher, é pelo feto. Isso é apropriação da auto-determinação, é dar apoio para que as pessoas não possam escolher e fiquem reféns de uma posição definida por outrem. A troco de uns dinheirinhos, sacados de caridades de tias, que têm muitos filhinhos, mas empregadas para os tratar. Há ali escroques a defenderem, que nem em situação de malformação do feto ou de violação, as mulheres podem abortar! É a expropriação total do corpo, da auto-determinação, da escolha do seu próprio destino. Que nojo!

// posted by Pagan@2/17/2004 11:04:00 da tarde

Julgamento de Aveiro: as reféns do PP

Terminou um pesadelo para a democracia portuguesa que pisa os direitos reprodutivos das suas cidadãs, condenando-as à humilhação de se verem expostas em tribunal, por crime de aborto. Felizmente absolvidas, mas não livres desta humilhação. E que dizer da qualidade da investigação produzida pela PJ, entre 95-2003? Perseguindo estas mulheres, que fizeram testes ginecológicos, sem saberem que poderiam recusar. Contudo o excesso de zelo conduziu a que o feitiço se virasse contra o feiticeiro, e que houvesse problemas na produção de provas. Cito directamente do Público: A investigação deste caso começou em 1995, com uma denúncia casual, e intensificou-se dois anos depois quando, na sequência de escutas telefónicas, o médico acabou por estar detido preventivamente durante quatro meses, com o consultório selado e as contas bancárias congeladas. Se o zelo posto nesta investigação, patente no elevado número de escutas (uma parte das quais acabaria por ser anulada pelo Tribunal da Relação), de fotografias e de vigilâncias, foi alvo de críticas, a estratégia utilizada pelos investigadores para poderem incriminar o médico também foi muito contestada: os agentes aguardavam as mulheres à saída do consultório, levando-as de imediato para prestarem declarações e fazerem exames ginecológicos É inqualificável este excesso de zelo na investigação. Como dizia o Vital Moreira, que tal usarem este excesso de zelo no combate à corrupção? E deixassem estas mulheres em paz. Incrível é o desperdício de tempo, recursos (materiais e humanos), de energia a perseguir mulheres. Tudo porque um grupelho parlamentar, que até está no governo, entendeu que esta questão não era uma questão e o PSD não tem coragem de os mandar bugiar e aplicar definitivamente uma lei de descriminalização do aborto. Quando se repetirá Aveiro? Como a Maia se repetiu. Que sacanice, o Primeiro Ministro vir dizer que só em 2006. Por causa deste grupelho .

// posted by Pagan@2/17/2004 07:55:00 da tarde

Escravatura no blogRenas e Veados

Apurámos que Escrava Isaura, vulgo Joaquim, está amarrado no tronco, por Sinhozinho Boss, que o obriga a escrever centenas de posts por dia, enquanto o espanca sem misericórdia, com a sua chibata. Não lhe paga, nem lhe dá de comer. Pobre Isaura. Lançamos um apelo internacional para o salvar de Sinhozinho Boss, esse ser cruel, que está a destruir o nosso joaquim, aka Escrava Isaura. E mais,....força-a a cantar Léréléréléré todo o santo dia...Alguém explica ao Boss o que é um contrato de trabalho?

// posted by Pagan@2/17/2004 01:57:00 da manhã

S. Bagão

Entrevista com esse Santo homem...essa alma sem mácula...esse verdadeiro anjo que nos caiu (em cima?) do céu! Falo de S. Bagão Felix, esse santo que está à frente do Ministério do Trabalho e da (In)Segurança Social, Solidariedade já não que isso é coisa de socialistas. Que se dignou a dispôr de uns minutos do seu SAGRADO tempo para falar aos media. Nomeadamente ao Público de hoje, onde deixou as suas santas mensagens ao povo. S. Bagão dos Aflitos deixou-os ainda mais preocupados: o país está cheio de achistas (no vocabulário Bagónico: pessoas que acham. têm a ousadia de achar). S. Bagão faz. E como faz? Ele explica: "O que defendo são os princípios preconizados pelo pensamento social da Igreja." Laicité? Véus? Nada disso, nestes reinos portugueses, é a política do pensamento social da Igreja. Esclarecidos. Quanto ao aborto? "Não devemos ter posições fundamentalistas, maniqueístas. Considero que desde a concepção há vida, logo considero intolerável eticamente interrompê-la, mas considero que a proposta de Freitas do Amaral é um excelente contributo para encontrar uma solução para um problema que não deve dividir a sociedade portuguesa." A proposta de Freitas do Amaral corresponde a manter o crime, sem a penalização...Grande remédio! S. Bagão reconforta-nos com as suas palavras de sabedoria. Com um código do trabalho inspirado pela Igreja, e um ministro quase canonizado, emissário do Senhor, que podemos esperar mais? Valha-nos S. Bagão Com o apoio júridico de Joaquim@Renas e Veados

// posted by Pagan@2/17/2004 01:40:00 da manhã

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Desiludam-se os católicos...Deus é mau

**** THE PROOF THAT Deus IS EVIL **** D E U S 68 69 85 83 - as ASCII values 5 6 4 2 - digits added \_/ \_/ \_/ \_/ 5 6 4 2 - digits added Thus, "Deus" is 5642. Add 71 to it - this is the symbol of domination, written backwards - you will get 5713. Add 5491 to it - this is the year Hiroshima and Nagasaki were nuked to make the world a better place, written backwards - you will get 11204. Multiply the number by 002 - this is the symbol of greed, from right to left. It gives 22408. Add 1912, the year Theodore Roosevelt was shot - the result is 24320. Turn the number backwards, subtract 1904 - the year Oppenheimer, the man who created the atomic bomb, was born. The number is now 438. This, written in octal, is 666, the number of the Beast. It speaks for itself. QED.
// posted by Pagan@2/16/2004 08:17:00 da manhã

Pagan Days is an Evil Blog...

**** THE PROOF THAT Pagan Days IS EVIL **** P A G A N D A Y S 80 65 71 65 78 68 65 89 83 - as ASCII values 8 2 8 2 6 5 2 8 2 - digits added \_____/ \_____/ \_____/ \_____/ \_/ 1 1 2 1 2 - digits added Thus, "Pagan Days" is 11212. Turn the number backwards, subtract 1947 - the year Aleister Crowley paid a longer visit to hell. The number is now 19264. Turn the number backwards, subtract 1815 - the year first commercial cheese factory was established. The number is now 44476. Add 5491 to it - this is the year Mussolini was executed for the first time, written backwards - you will get 49967. Subtract 7591 from the number - this is the year DEC was founded, written backwards. It gives 42376. Turn the number backwards, and add 6 - the smallest perfect number. The number is now 67330. This, when read backwards, gives 03376. This is 1790 in octal, the year US patent system was established (eevil)... Evil, QED. In http://lcamtuf.coredump.cx/evilfinder/ef.shtml
// posted by Pagan@2/16/2004 08:11:00 da manhã

Biologização do género

Estava eu, paganicamente em day off, quando um amigo, me envia por mail um artigo da Maria Filomena Mónica, no Público de domingo, comentando a cinzentíssima reunião de gestores deste país, em que as mulheres eram muito pouco visiveis. Concordo com toda a primeira parte do artigo. É a partir da frase "A igualdade entre os sexos tem avançado, desde o dia em que, no início do século XX, as sufragistas convenceram os países mais avançados da Europa que deveriam votar." que discordo em absoluto. MFM trata o assunto, primeiro usando um erro histórico, atribuindo às sufragistas um papel pioneiro na construção da igualdade. E as mulheres e homens (Condorcet por exemplo) que um século antes, durante a revolução francesa, construiram as ideias de igualdade entre cidadãos e de igualdade entre os sexos? Para além disso, vai descambar mais uma vez no determinismo biológico, ou seja, a questão cromossómica. Os homens não seriam mais do mulheres geneticamente modificadas. Contudo, a explicação biológica entra em ruptura com o exemplo que ela própria dá. Se o determinismo biológico tudo explicasse, a reunião teria que ter um número elevadissimo de mulheres e muito poucos homens. O esquecimento de explicações de ordem histórica e sociológica permite manter estas afirmações, que me parecem falíveis e pouco relevantes para esta explicação. É pois uma posição essencialista, que em nada ajuda, nem a pensar em projectos democráticos, como a democracia paritária ou a igualdade de facto, nem a explicar a reunião dos cinzentos, que com a mão invísivel sexista, são maioritariamente homens. Repego ainda o post Identidades Queer em S. Francisco da Anabela Rocha, que mostra a diversidade categorial do cruzamento entre género e orientação sexual. Com tanta diversidade produzida, admite-se uma explicação ontológica, que nos resuma a categorias determinadas por outrem, nomeadamente de ordem biológica? Se assim fosse, teriamos 2 sexos apenas e 3 orientações sexuais...mas parece que afinal havia mais! E agora?

// posted by Pagan@2/16/2004 05:40:00 da manhã

sábado, fevereiro 14, 2004

A minha declaração de amor à obra da Björk, on Valentine's Day

Ok, já toda a gente que acompanha este Pagan Days, se apercebeu que a referência à Björk é frequente. Resolvi pensar um bocadinho sobre isso e tentar perceber qual é razão, pela qual, a música da Björk se assume como uma das minhas referências em termos musicais. Bem, a história começou com o Debut. Na altura, ainda andava na secundária, quando o Big Time Sensuality começou a ser ouvido nas rádios. Começaram a aparecer relatos de uma cantora islandesa que andava metida na brit scene. Envolvida com os Massive Attack, com o Tricky and so on. Comecei também na altura a despertar para o Trip-Hop, que me fascinava. Até que um dia ouço o Venus as a boy. Rendição incondicional. A descobrir o amor e o sexo, o Venus as a Boy continha quer a minha ironia, quer a sensibilidade com a qual me identificava. E o come to me! Depois veio a universidade, sob o signo do Post. Hyperballad ruled. E a electrónica também. Comecei a entender a construção de um universo semântico e musical que ela estava a apurar. My name's ISOBEL e começou a saga das figuras mitológicas que ela foi criando, a Bachelorette e depois Aurora. Quando me bateu mesmo fortemente e me apercebi qued já não poderia viver sem a Björk, foi quando ouvi o Homogenic. No dia em que comprei o CD e ouvi "Uhuhuhuhuh If travel is searching, and home what's been found", fiquei apaixonado e casei com a obra dela. Antes de conhecer o Homogenic, fui ver a Björk ao Coliseu (creio que em 1996 ou 1997, já não tenho a certeza). Ela estava loura com um vestido branco e com uma onda do mar desenhada. Linda, pouco comunicou verbalmente com público. Ficou logo rotulada como a vedeta malcriada. Eu que odeio cantores que passam o tempo a falar e a dizer disparates...e obrigados, e thank you's a toda a hora...estava no meu Cocoon de gelo. Foi o Homogenic que é considerado por ela, como a tentativa de construir uma pop islandesa, de cruzar os gelos eternos com os vulcões e trazer aquele icelandic feeling para fora da Islândia. E a criar uma música que cruzava a electrónica, a orquestra e esse feeling da cultura islandesa, que Björk trazia consigo. A insularidade, o gelo, os dragões que se escondem dentro de nós. Por esta altura, já andava a pesquisar (e com a aquisição de um modem) tudo o que a Björk tinha feito e descobri os Sugarcubes, os Kukl e a scene islandesa dos anos 80. Depois a paragem. Björk estava a rodar o Dancer in the Dark do Lars Von Trier e a sua produção de albuns parecia parada...mas ela estava a mexer-se. Eu continuava a escutá-la. Nem me interessa/va nada a vida privada da senhora, que a imprensa de vez em quando publica/va. Para mim, a Björk é uma obra daquela artista. Tanto ao nível da construção de uma imagem, como ao nível da composição e da interpretação. Sim, ela é que compõe a maioria das suas músicas. Sai cá para fora o Selmasong's, as canções que a Björk fizera para a sua Selma e o brilhante dueto com o meu Tom Yorke dos Radiohead. Encanto Puro. Posteriormente saiu o Vespertine, para mim a contemporaneidade segundo a Björk. Os Matmos e a Zeena Parkins, convidados especiais para criarem perfeição. Micro-electrónica. Björk a cantar Pagan Poetry, my all time favorite. E também Cocoon, o espírito do álbum. A criação de um casulo onde nos podemos meter dentro e ficar lá...sós ou acompanhados. Nessa altura, eu vivia num casulo com alguém. O Vespertine tornou-se um código de linguagem entre nós. Aliás, foi uma das razões porque nos conhecemos. Um dia esse casulo rompeu-se e como todas as histórias, teve um final. Que não foi o Viveram felizes para sempre. Vi a Björk em Paris, onde estava a morar. Vim ver a Björk a Portugal, um mês depois, para me despedir dessa pessoa. A ouvir Björk. O Cocoon não fazia parte do alinhamento. Hoje ouço a Björk e apercebo-me que ela, com a sua música, esteve presente na minha história. E continuo, sem dúvida, a amar a obra dela. Daí, no dia de S. Valentim, mandar este post de amor para ela, pela música que ela faz e pela maneira como a minha história pessoal está entretecida com a música dela. E que a minha história, não poderia ser entendida, sem este pano de fundo sonoro que ela criou. Para ela e para esse pano de fundo, o meu amor. A minha vida sem ela, não seria a mesma coisa.
In www.bjork.com/unity
// posted by Pagan@2/14/2004 04:32:00 da tarde

Tim Burton's Oysterboy...not the BIG FISH, yet

http://homepage.tinet.ie/~sebulbac/burton/images/nails/nails_1.gif The Boy with Nails in his Eyes put up his aluminium tree. It looked pretty strange because he couldn't really see. In http://homepage.tinet.ie/~sebulbac/burton/home.html
// posted by Pagan@2/14/2004 06:37:00 da manhã

Sob o signo de Vespertine

Resolvemos associar este blog à sua origem...o album vespertine da Björk. A foto é da Björk. Com a ajuda do inestimável e insubstituível BOSS do Renas e Veados, que fez quase tudo...anuncio a nova imagem do sistema de comentários e do símbolo deste blog...Vespertine donde saiu o nome do blog...do tema Pagan Poetry...o meu preferido... A imagem é da M/M, retirada de www.bjork.com/unity, com um tratamento do Boss que inseriu o título. A todos este vosso Pagan Days agradece. "On the surface simplicity, but the darkest pit in me, it is Pagan Poetry, Pagan Poetry"...

// posted by Pagan@2/14/2004 12:49:00 da manhã

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

La loi de la laicité III

Como afirmei, nos meus posts sobre a laicité (aqui nem sequer a língua é critério, neste blog poderão aparecer palavras nas línguas que conheço...multi-referencial! Como diria o manifesto cyberfeminista, que postei em janeiro "probing the visceral temple we speak in tongues, infiltrating, disrupting, disseminating,corrupting the discourse"), não partilho totalmente nem da posição laica nem da posição culturalista. Vejo inconvenientes nas duas posições. Agora, passando directamente às alegações de que TERIAM QUE VIVER TODOS COMO FRANCESES que estão nos comments ao meu post sobre o tema. A ideia é a ideia da cidadania, não estão em discussão as nacionalidades. E o que significa viverem todos como franceses? Quem são os franceses? A ideia da Republique é mais baseada no conceito de cidadania, do que num conceito de patriotismo. Usar este tipo de expressões é quase ir buscar os velhos fantasmas gaulistas, contra os quais até membros da comissão STASI se insurgiram (como o Regis Debray, por exemplo). A discussão não é sobre ser francês ou não ser francês, é sobre cidadania. E a cidadania que a revolução trouxe implica a igualdade e não uma exclusão assente em princípios nacional-gauleses...Agora, e o véu das freiras? Fica , sai? A laicité é um debate, não é um valor absoluto, tal como a república. E ai da república se a laicité se torna religião... Quanto à questão islão...Há que fazer um esforço de sair do nosso paradigma orientalista para pensar o Islão e entender que o Islão não é nem todo igual, nem todo opressor, nem todo fundamentalista. Nem todo machista. Pôr tudo no mesmo saco, corresponde a uma homogeneização etnocêntrica. Tal qual como quando se afirma que todos têm que viver como franceses.

// posted by Pagan@2/13/2004 05:21:00 da manhã

PARABÉNS AO REFORÇO DA EQUIPA DO RENAS E VEADOS

2 pesos pesados: o grande BOSS e o sua nova rena (ou veado?) Joaquim...do falecido COISAS QUE ME IRRITAM... Acreditem...será super cool... Parabéns a ambos! Feliz Casamento...de ideias!
// posted by Pagan@2/13/2004 01:47:00 da manhã

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Continuando na laicité...

Olhando para a proposta de lei e baseando mais nafundamentação de Luc Ferry (Ministro da Educação) do que nos artigos que foram alterados, acho que o esforço da comissão Stasi foi em vão. Porque a aplicação é de longe, uma desvirtuação do debate. Essencialmente baseia-se na proibição de símbolos religiosos ostensivos: "que soit clairement interdit, dans les écoles, les collèges et les lycées publics, le port de signes et de tenues qui manifestent ostensiblement l’appartenance religieuse.", nomeadamente: "voile islamique, quel que soit le nom qu’on lui donne, la kippa ou une croix de dimension manifestement excessive" Esta proposta de lei reduz pois o relatório da Comissão Stasi a uma simples questão de proibição do uso de símbolos religiosos, usando a terminologia do "ostensivo" que opõe aos símbolos "discretos". A meu ver, esta proposta peca essencialmente por se centrar apenas numa dimensão do debate e das propostas do relatório, do qual constam nomeadamente: a) funcionários públicos, que deverão abster-se do uso de tais símbolos no exercício das suas funções b) criação de feriados para as escolas nos dias de "Les fêtes juive de Kippour et musulmane de l'Aïd-El-Kebir " c) Criação de uma escola nacional de estudos islâmicos d) Supressão de práticas discriminatórias e xenofóbas em todos os sectores e) Informação sobre religião em espaço escolar e também sobre laicité f) Menus nas cantinas públicas, apropriados a pessoas de diferentes credos e mais, aqui, neste site que apoia o direito ao uso do véu. Ou seja, a Comissão (composta por pessoas de diferentes quadrantes políticos e de diferentes credos) teve uma preocupação pedagógica e social, que é completamente desvirtuada por um projecto de lei que visa apenas proibir o véu. Ora, por exemplo, o hábito das religiosas católicas não é mencionado, nem o seu uso nas escolas estatais. Não são previstas na Exposé des motifs, medidas de acompanhamento e de acautelamento do que isto significa para os grupos em questão. Para além disso tratar a burqa ou o chador, como se trata a bandana (ver distinções aqui), é completamente fora de propósito. O chador, em contexto escolar, traz uma série de problemas, que vão desde a identificação das pessoas até à sua possibilidade de intervenção na sala. Para além disso, como distinguir um lenço da moda e uma bandana, por exemplo? O uso do kippa até que ponto é ostensivo? É preciso um grande afinamento da proposta, para que a lei não seja de exclusão nem possibilite discriminações. Aliás, no plano político, a Republique faz um esforço de integração das/os cidadãs/ãos sob a égide do "somos todos franceses"...mas há que lembrar que existe algo mais que essa categoria. Dentro dessa categoria, temos mais categorias: religião, etnicidade, sexo, orientação sexual e por aí. Daí ter uma posição negativa face a esta lei e uma posição híbrida face aos princípios. Como dizia no meu post de ontem, a laicité tem lados positivos e negativos. Como o comunitarismo. É preciso tentar encontrar pontos de equilíbrio, para que uma tentativa de reflexão, não se torne numa lei de exclusão. Como muito francamente, a proposta de Ferry me parece...muito mais do que o relatório Stasi. Chador Chador (retirado de http://timconnorpix.com/images)

// posted by Pagan@2/12/2004 04:32:00 da manhã

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Bola

A Maria Manuel Leitão Marques chama a atenção, no Causa Nossa para a omnipresença do futebol no quotidiano português. Detesto a maneira como o futebol se tornou nesse ópio do povo, verdadeira alienação, bem como a chicana política que se instalou em torno do fenómeno, não podia estar mais de acordo. Não entendo nada das polémicas sobre esse mundo, não leio sobre e quando começam a falar de futebol, mudo de canal. Pergunto-me como vai ser no Euro 2004? Acho que devo ter que ir passar férias adiantadas, fora do país, porque essa febre do futebol vai ser ainda mais overwhelming. Não criticando quem gosta, mas alegando o meu direito a não ser importunado por um assunto que acho desagradável, creio que é um exagero a quantidade de tempo dedicada ao fenómeno. Não se justifica, a não ser num sistema em que só o fazer dinheiro é que interessa. A injecção de futebol deveria ter limites...nomeadamente os da sobre exposição. Não se aguenta este fenómeno que nos quer invadir as casas, com os dirigentes desportivos a descabelarem-se, a chamarem nomes aos árbitros e aos outros clubes e as pessoas em casa, a mandar a bitates, treinadores de bancada. Por isso, espero poder fugir de Portugal nessa altura....
// posted by Pagan@2/11/2004 12:45:00 da tarde

As Marianas Cascais

Lamento, mas fartei-me de discursos moderados. A situação é grave e merece resposta. A política de absoluta deseducação sexual assumida pelo Executivo, em contraste gritante com as convenções que Portugal assinou, nomeadamente pela mão da nossa representante na Conferência de Pequim sobre as mulheres, Manuela Ferreira Leite, é uma humilhação para o Estado português, laico e separado das Igrejas. A afronta reside na incompetência declarada de uma secretária de Estado, infra citada, que assume uma posição de ignorante face às leis do país, nomeadamente as que se referem à educação sexual e que essa senhora na sua entrevista ao DN, tb infralinkada, se recusa a entender. A educação sexual não se faz se a senhora quiser. Existem regulamentos, que não estão a ser cumpridos. E quando esta mesma secretária de Estado, põe em pé de igualdade, uma associação de planeamento familiar, informada, científicamente actualizada, com o movimento pró-vida, que fundamentam em termos teológicos, uma opção educativa, é comparar a Idade Média com o Iluminismo. Não se trata de dizer que uns são melhores que outros, trata-se de afirmar que a escola pública é laica e não religiosa, a desinformação da campanha pela promoção do método dos ritmos como método anticonceptivo seguro, é produzida de forma pouco ou nada científica e assente num modelo conservador e religioso de sociedade, para além de se posicionarem como uma ética, que não é mais do que moralismo travestido. Os nossos adolescentes têm direitos sexuais e reprodutivos, têm que ser informados e não intoxicados com moralismos. A educação sexual deve fornecer informação credível e clara sobre métodos de evitar gravidezes indesejadas, complementados com técnicas que permitam aprender a usá-los. É necessário ensinar a usar preservativos, porque a SIDA existe e porque eles têm esse direito. Um Estado que subvenciona movimentos, que desinformam, que usam uma legitimação científica para crenças que partilham e que nem deveriam pisar numa escola para ensinar que o método dos ritmos é seguro, não é um Estado preocupado nem com os jovens, nem com a saúde pública, nem com a sua própria laicidade. É um Estado onde proliferam Marianas Cascais, que num país preocupado com os cidadãos, era imediatamente demitida. Durão Barroso, se fosse realmente um primeiro ministro preocupado com o futuro dos seus concidadãos, repetia as palavras de Humberto Delgado em relação a Salazar: "Obviamente, demito-o!" Sem demoras... Eu se me chamasse Salomé, pedia a cabeça dela numa bandeja...politicamente claro

// posted by Pagan@2/11/2004 01:06:00 da manhã

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Blague de fim de semana

Algum/a dos meus/minha distintos/as leitores/as leu a grande blague do fim de semana? A Secretária de Estado, MARIANA CASCAIS é entrevistada no DN. Aquela que afirmou em tempos que a religião oficial do nosso (LAICO) país era a Igreja Católica. Sim, a mesma que pôs o movimento em defesa da vida a ensinar educação...sexual... Como pérolas a ler como as que ingenuamente envia cá para fora e que são combustível para uns minutos de riso. "Estudaram o aparelho reprodutivo na escola. Alguém teve de fazer algum acto sexual na sala para perceberem como as pessoas se reproduziam?"E que agora diz que se (ela) quisesse nem havia educação sexual na escola!!!!!!! Aviso ao/à tax payer (à americana): andamos a pagar para o movimento pro-vida dizer aos nossos estudantes que o preservativo nem é assim tão boa ideia. E que o método dos ritmos é que é bom, como não têm pruridos, nem vergonha de afirmar, mentindo e alegando um ponto de vista científico! Mas, tudo isto deve ser uma educação sexual heterocêntrica...Imagino os pro-lifers, se lhe fazem uma questao sobre homossexualidade, a persignarem-se, e exclamarem entre dentes, um Valha-me Deus!

// posted by Pagan@2/10/2004 12:34:00 da tarde

Laicité?

O debate sobre a laicité que começou em França, a propósito da nomeação da Comissão Stasi, por Chirac, é um debate extremamente interessante, para o resto do mundo. O Le Monde, pelo menos entre meados de Novembro e meados de Dezembro, trazia todos os dias um chamada de 1ª página sobre esta questão. Apesar de tudo, muitas vezes, o âmbito do debate tem sido reduzido ao uso do véu islâmico. Relembramos que é um debate sobre educação e uso de símbolos religiosos ostensivos em escolas laicas. Finalmente o Público de domingo, deu-lhe o destaque que merecia. Este debate é fundamental a meu ver, porque se relaciona até com a emergência de duas formas de ver o Estado. Vamos por partes. A Comissão Stasi aconselhou à proibição do uso de símbolos ostensivos nas escolas. Véus, cruzes de grandes dimensões, etc. Contudo a própria comissão admite que o seu trabalho foi deturpado por via da redução mediática ao uso do véu. Posteriormente, inúmeros intelectuais têm vindo a público com 2 grandes posições: a laica (pela interdição) e a comunitarista (pela não interdição). A posição laica traduz em força o princípio da separação do Estado das Igrejas e é bem patente no apoio a essa interdção. Relembro por exemplo, o abaixo assinado lançado pela Elle, de apoio à posição da interdição, que reflectia uma boa parte do movimento feminista francês. Desde a Elisabeth Badinter a Fadela Amara (do movimento Ni Putes, Ni Soumises, ligado à intervenção social em populaçoes de mulheres de religião islâmica, usando estratégias de empowerment), passando pela GRANDE Giséle Halimi...parte do movimento feminista francês assumiu o seu carácter de intervenção laica e de tendência universalista...que aplaudo. É que o véu é símbolo de uma opressão clara. Viu-se uma manifestação em França, em que várias mulheres islâmicas proclamavam o seu direito ao uso do véu, com uns irmãos por perto que nem as deixavam responder aos jornalistas... Na outra facção, a abordagem mais culturalista e relativista, que apela à diversidade das comunidades e das diferenças. O argumento é que não se pode excluir uma criança da escola pelo uso de símbolos religiosos. Esta abordagem radica no pressuposto das diferenças culturais e na riqueza dessa diversidade. E que os símbolos reforçam a identidade positiva de um povo. Também concordo com a diversidade. Contudo há que distinguir aqui a liberdade de usar um símbolo e a liberdade de não estar numa sala de aula laica rodeado de símbolos religiosos. Como os crucifixos nalgumas escolas primárias portuguesas, que ainda por lá pairam, fantasmagoricamente. Para além disso, há que contextualizar: a França, desde a Revolução, assenta num ideal de igualdade entre os cidadãos, que foi ficando cada vez mais claro através dos tempos. A República assenta bastante na ideia de que o espaço público consiste na eliminação das diferenças e na universalidade dos direitos, com o mote da Egalité. No caso Norte-Americano, o Estado não assenta no princípio da laicité, mas mais no príncipio da liberdade religiosa. In God, we trust. Whoever that God is. O comunitarismo norte-americana baseia-se no princípio de que as diferenças existem e que devem ser assumidas. É o pólo Liberté que é mais acentuado. Este comunitarismo reside numa lógica de comunidades separadas e que devem ser respeitadas. Não me parece que possamos dizer, sem cair numa preferência subjectiva e valorativa, qual deles é o melhor modelo. Eu, que assumo a minha condição laica, dar-me-ia muito melhor numa escola sem alusões à religião como ideal normativo. Outras pessoas pensarão de forma diferente. Penso que determinados símbolos me parecem extremamente opressivos. Ainda que algum@s que os usam, o contestem... Parece-me que é um debate que ultrapassa largamente a questão do véu...E questiono, e as freiras? Que usam véu? E que pode ser entendido como uma clara opressão, dado o carácter exclusivamente masculino da cúpula da Igreja...podem ir à escola de hábito? Penso que a questão ainda deve ser mais explorada e mais pensada....O véu também pode ser usado de forma afirmativa, como afirmam algumas feministas islâmicas, como marca da diferença religiosa, a que é atribuída uma significação identitária. E de acordo com outras feministas islâmicas (ver clash entre as duas perspectivas aqui), é um símbolo de opressão. Tendo a vê-lo da última maneira, mas pode ser apenas o meu standpoint...

// posted by Pagan@2/10/2004 01:27:00 da manhã

domingo, fevereiro 08, 2004

Esferas públicas e movimentos LGBT

Lendo o blog do Miguel Vale de Almeida, dei por mim, que não tenho ligações a movimentos LGBT, de um posto de vista de militância ou de activismo, a reflectir sobre os movimentos ditos apartidários, ONG's e associações semelhantes. Esta primeira frase do meu post é, desde já, contestável. Porque assegura a independência da minha posição, fornece um discurso de legitimação e dificilmente resistiria a uma análise do discurso pós-estruturalista. De qualquer modo, numa comunidade (e a discussão sobre o que é essa comunidade, guardo para posts futuros) que ainda está a nascer, e que ainda nem tem uma expressão pública suficiente para falarmos de autêntica visibilidade, parecem-me temerárias as tentativas de instrumentalização política, usando o argumento do excesso de partidarização das outras associações. E que mesmo que o sejam, partidárias ou não, são importantes numa esfera pública ainda rudimentar como a portuguesa. Rudimentar, porque aqui não é ainda a autoridade do argumento que conta, mas sim o argumento da autoridade. Dir-me-ão que este modelo Habermasiano da esfera pública é passível de críticas. É! E é um modelo ideal! É! Mas, se numa esfera pública, que ainda mantem algumas características tradicionais como a portuguesa, as vozes ditas minoritárias ou alternativas, entram numa luta de galos (mantenho o carácter genderizado da metáfora), pela primazia no acesso a essa esfera pública que já é restrita...o resultado, suponho, não será dos melhores. Não será preferível a manutenção de objectivos diferentes para essa causa comum? Creio que o truque é a diversidade, a manutenção de vários grupos. Aliás creio que a impureza ideológica e politização é salutar. E agradeço a Trostki, e aos fundadores do Bloco, por ter um partido político, neste pais, que se lembrou que os LGBT existem e que tem ainda por cima representação parlamentar. O que ainda permite que num parlamento, tout à fait, patriarcal (até no número de mulheres) sejam agendadas discussões de temas, que para o eleitorado "colorido" (whatever that means!), são fundamentais. E que pelo facto desse partido existir, poderemos finalmente ter discussões, que sendo fundamentais para todo um país, são especialmente importantes para grupos como os LGBT. E qual o problema de existirem grupos partidários (relembro, o GTH do PSR, que teve uma importante função de chamada de atenção para a existência desta questão GLBT)? E grupos apartidários? Até nem me chateava nada, se surgissem, partidos de direita como o PP com uma juventude partidária glbt...por mais que isso chocasse o meu ideário político. Why not? Acho que the more, the merrier! Ou seja, quant@s mais, melhor.

// posted by Pagan@2/08/2004 07:15:00 da tarde

A mutilação genital feminina

A mutilação genital feminina é um fenómeno execrável de qualquer ponto de vista. Sem legitimação possível, a não ser num quadro de relativismo absoluto e que deve ser contestado, porque os Direitos Humanos são para respeitar. Contudo, a atenção política que este fenómeno recebe em Portugal, nomeadamente do PP, parece-me um caso interessante, que carece de análise. O pedido de agendamento urgente de discussão plenária sobre este fenómeno evidencia essa preocupação. Especialmente num partido, que tem como bandeira, a colocação de entraves à imigração e em que a igualdade entre os sexos nunca foi a sua preocupação política mais evidente. Nomeadamente com a sua agenda anti-discriminalização do aborto. As preocupações do PP parecem-me ir em dois sentidos: adesão (política) à norma democrática da igualdade e obscurecimento de outras questões de direitos das mulheres em Portugal. Transformar em grande discussão do momento este fenómeno, corresponde ao obscurecimento da questão descriminalização do aborto e em atirar esta flor ao eleitorado feminino, dizendo-lhes: Sosseguem, nós preocupamo-nos convosco. Existem muito mais questões e que não são meras possibilidades, mas sim casos concretos e com números absolutamente escandalosos. E a postura do PP, digamos assim, não é das mais pró-mulheres Creio que fazem bem em penalizar severamente a mutilação sexual feminina, mas por motivos eleitoralistas e de evitar aparecerem como os maus da fita, os carrasco das mulheres. Que de facto o são, na questão ABORTO.

// posted by Pagan@2/08/2004 01:16:00 da manhã

Astronomia no PP

O Barnabé deu o alarme...eu hoje não consegui comprar o Público. As declarações astronómicas do coligante são, de facto, de um completo exagero: a galáxia Louçã, o planeta Soares e o cometa Marcelo. O que é que PP espera? que nos deixemos enredar pelo populismo de direita caceteira e reaccionária, expulsão de imigrantes, quotas de entrada? Que toda a gente ando contente com os desarranjos do governo? Estes ataques à coligação fazem parte desse descontentamento e de uma oposição legítima. Necessariamente a objecção do cometa é de natureza diferente: parte de uma tentativa de descredibilizar a parte PP da coligação. Desde a ministra que é secretária de Estado à tentativa de destruir o PP...Começa o discurso do "Povo, eles querem fazer-nos mal...temos medo...ajudem-nos!" A direita não tem espaço nos media? Como????' Nos jornais, a atitude dos editoriais é de direita (desde o inefável Expresso ao neo-conservadorismo de J.M. Fernandes, que um dia me irritará a tal ponto que deixo de comprar o Público). Nas televisões, para além do jornalismo vazio das causas da Manuela ao nacional porreirismo da SIC, passando pela anódina RTP, a direita anda sempre por lá. Agora, o que tenciona Paulo Portas? Vitimização, teses de cabala (mas para ele e infundadas) e peninha do eleitorado. Show no mercy. Nas Europeias, ZERO deputados para o PP! Para ele pedir mais pena... Aliás ele dá orientações estratégicas, não deixar sem resposta os ataques e considerar assuntos como a imigração e o aborto (sic) como enredamentos da oposição com intuitos de descredibilização. Ele dá mesmo muito importância ao partido dele. Como se tudo o que a Esquerda faz, fosse no sentido de o destruir. Atenção, isso chama-se Teorias da Conspiração e pode ser originado num quadro maníaco. Cuidado, Sr Ministro da Defesa...e que tal um apoio médico especializado ou uma psicoterapia? Quanto à C. Cardona, só antevejo o dia em que ela caia, tirando mais uma pasta aos mais que reaccionários...Atirar as culpas para o PS, só resulta noutros contextos....

// posted by Pagan@2/08/2004 12:39:00 da manhã

sábado, fevereiro 07, 2004

WBloggar...back

Graças ao Boss....grande Boss. :)Boss à presidência Boss rules!
// posted by Pagan@2/07/2004 11:29:00 da tarde
Feminismos, queer, política, cultura e eu.
A Toca da Serpente Filosofante

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